Descontrole remoto


Desespero. De leve, mas é.
De leve porque é ou porque não quero que seja?
Reflexo físico no estômago.
Sensação de que tô lascada.
Tanto que ando até buscando conforto e conselhos naquilo que já foi.
Já foi conforto. Já foi conselho. E já se foi.
Pensamento pessimista fala mais alto que a voz da ação.
Aí já viu, né? Descontrole.
Estagnada, perco mais um prazo de entrega.
Dentro deste (des)contexto, sigo meio que sem rumo.
Ou com rumo, mas talvez no rumo errado.
Retomo, sento no ônibus, penso em tantas coisas que tenho que fazer e.... música!
Música pra ouvir e sentir.
E de repente, uma felicidade, uma vontade de coisa boa.
Risada contida e uma ginga reprimida: a moça da frente acaba de deitar o banco dela. E não estou sozinha na sala da minha casa.
Quero dançar, beijar na boca, sorrir e abraçar bem forte.
Não sei o que, onde, quando, nem quem.
Mas quero e vou.
Deixa só eu terminar isso e aquilo.

|texto.sabrinapedrosa.mai10|
|foto.sabrinapedrosa.mar10|

2 comentários:

Anônimo disse...

Te entendo, muito.

lembro do Raul,

"Não sei para onde eu tô indo, mas sei que tô no meu caminho"

A Srta tamém!

beijo,
Fabi

Sabrina Pedrosa disse...

Fabi,
É isso mesmo!
E olha que afirmo isso, um ano depois que você escreveu aqui... veja só.
!